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Os Vilões de Shakespeare: Marcelo Serrado esbanja talento interpretando Shakespeare por apenas 30 reais

Os Vilões de Shakespeare: divertido monólogo interpretado pelo lindo e tudo de bom Marcelo Serrado 😉 surpreende, diverte e educa público no teatro Eva Herz

Os Viloes de Shakespeare: acordei cedinho no sábado há 2 semanas atrás, o que sempre faço aos finais de semana, pois quero curtir cada minutinho dele! Pensei em ir ao teatro, e eis que me deparo com o “gato” Marcelo Serrado e sua peça Os Vilões de Shakespeare aqui em SP. Eu já tinha ouvido falar muito bem sobre a peça que estava no RJ, e então, comprei 4 ingressos, sem saber ao certo quem convidar para nos acompanhar ao Teatro Eva Herz. Detalhe: os ingressos estavam e estão com preço promocional de R$30, então, na boa? Corre para o site ingressorapido pois o espetáculo fica em cartaz apenas até meados de Abril. A peça, escrita pelo Inglês Steven Berkoff, traduzida por Geraldo Carneiro e dirigida por Sérgio Módena, investiga situações, comportamentos e traços de personalidade que modelam alguns dos algozes shakespearianos. Confesso que Shakespeare não me impactava tanto desde a minha visita, 6 anos atrás, à bela cidade de Stratford-upon-Avon, na Inglaterra, onde pude conhecer mais sobre o autor e sua vida. O espetáculo de agora me fez lembrar uma pequena encenação que assisti nos jardins da casa onde ele havia nascido. Devo admitir que aprendi agora muito ainda mais sobre o autor e seus personagens com a interpretação precisa e inteligente de Serrado, que considero imperdível! O roteiro da peça é uma mescla de ficção e realidade, pois o ator hora representa personagens, hora conduz uma palestra acerca dos pormenores existentes nas figuras dos anti-heróis shakespearianos. O ator abre a peça interpretando um texto trágico da obra do Inglês, para, em seguida, acender as luzes e conversar com a plateia sobre o significado de vilania. Ele pergunta para gente quem são os vilões atuais, e claro, alguns moradores da cidade de Brasília não são perdoados! A cada novo personagem exposto, Serrado explica os meandros da vilania, para na sequência interpretar passagens do personagem escolhido onde podemos ver o vilão atuando. É incrível como a vilania, as disputas de poder e a ambição que moviam personagens maquiavélicos de quase 500 anos atrás podem ser vistas hoje de maneira tão clara em políticos do nosso tempo. O que mais me assusta é ver que seguimos sendo manipulados por eles ;-( Serrado investiga as causas e os motivos que tornam os personagens vilões, através de uma jornada psicológica em que não condenamos a maldade simplesmente, mas sim, entendemos como ela se constrói e evolui à luz dos fatos e acontecimentos das vidas dos diferentes personagens. Por serem muitos vilões a serem interpretados, as cenas são relativamente curtas, mas creio eu, são suficientemente profundas para nos transportar ao mundo dos famosos Coriolano, Macbeth, Hamlet, Shylock, Oberon e Iago. Serrado se desdobra para viver cada um destes vilões com personalidade própria, já que cada qual carrega um arquétipo distinto, como o dissimulado, o tirano, o vingativo, e até o ingênuo. Uma das frases que me marcou foi “O vilão nunca sabe que é vilão”, justificada pela não consciência, por exemplo, de inúmeros políticos que roubam e fazem mil desastres, mas que pensam que está tudo bem, que não há mal algum! Fica para mim, o desejo e o compromisso de pensar mais e melhor sobre os políticos nas próximas eleições, afinal, o que temos visto no Brasil dos últimos anos é uma vergonha e um completo absurdo! Já ia me esquecendo de comentar sobre a conveniência do estacionamento no subsolo do conjunto nacional, e da proximidade de diversos restaurantes, inclusive comentados aqui no CurtaSP para curtir a noite. Nós não resistimos, e munidos de nossos livrinhos 2 em 1, fomos jantar com o nosso casal de amigos no descolado e delicioso ICI Bistrô, mas essa história ficará para um próximo post 😉

Avaliação geral: 8,7/ Montagem: 8,5/ Atuação: 9,0 / Espaço: 8,0

CCBB: exposição milionária que pode ser visitada de graça no CCBB traz obras incríveis de Basquiat

Exposição Jean Michel Basquiat: exposição imperdível que custou R$15 milhões para ser exposta no CCBB vive lotada tamanho o interesse neste expoente do neoimpressionismo

Jean Michel Basquiat no CCBB: uau! Confesso que fiquei em êxtase e absolutamente impressionado com a exposição gratuita do Jean Michel Basquiat que rola no CCBB até 7/4/2018. Devo admitir que eu desconhecia o artista e sua obra. Fico mais uma vez, muito feliz e surpreendido pelas ótimas exposições que passam por aqui. A exposição custou R$15 milhões para poder ser exposta no Brasil e tem entrada gratuita -) Fomos ao CCBB para assistir ao belo e não mesmo impactante espetáculo L O Musical, que segue em cartaz no CCBB Belo Horizonte. Tínhamos pouco mais de 1 hora para curtir o museu antes da peça, e por serem apenas 80 obras entre pinturas, gravuras, cerâmicas e desenhos, pensamos que seria tranquilo. Ledo engano! Quase que não deu tempo, tamanho o público e nosso interesse em curtir no detalhe as obras do artista e suas explicações. É uma exposição incrível! A curadoria fez um ótimo trabalho, pois podemos curtir a obra e entender o contexto no qual Basquiat vivia. Basquiat, expoente do neoexpressionismo dos anos 80 abusa no uso de texturas e cores em diferentes linguagens, criando uma arte provocativa, instigante, intensa, realista e cheia de contradições que nos mostra o porquê do pintor norte-americano de ascendência afro-caribenha, ter sido tão cultuado em sua época, a despeito de ter falecido tão jovem, aos 27 anos.  Ele viveu na caótica Nova Iorque do final dos anos 70 e início dos anos 80.  A economia estava próxima a um colapso, o que barateou o custo de vida de Manhattan, propiciando o encontro de muitos jovens talentosos que tinham poucos recursos. O caldo cultural resultante era muito rico, permitindo o nascimento de artistas brilhantes como Basquiat. Neste ambiente, a pintura, outrora desvalorizada, reganhava força, e a liberdade de expressão era total. As pinceladas de Basquiat eram dotadas de emoção, energia, e liberdade de criação. Ele foi influenciado pelo grafite, o que pode ser visto no dinamismo dos seus movimentos, e no aspecto inacabado de suas obras. Basquiat, inclusive, dizia que sabia desenhar, mas que lutava contra isso, pois ele entendia que podia extrair mais força e energia das suas obras, através de desenhos inacabados. Ele usava uma linguagem rica e vasta, misturando pinturas, palavras, colagens e sentimentos. Sinceramente, as vezes eu não sabia direito quando um quadro virava desenho e quando um desenho se tornava um quadro, mas o fato é que fui fortemente impactado por sua obra. Basquiat era negro, em uma época de mundo artístico predominantemente branco, o que lhe influencia sobremaneira, trazendo contradição e crítica à sua obra. Ele chamou a atenção do mundo para a falta de diversidade no mundo artístico, e não raro homenageou artistas negros em seus quadros, expondo a dor e as dificuldades vividos pelos negros nos EUA. Outro elemento significativo para o desenvolvimento do artista foi sua amizade com Andy Warhol. Eles tinham uma grande sintonia, e se energizavam com a criatividade um do outro, o que lhes propiciou a criação e colaboração em diversas obras, aonde um pintava sobre a pintura do outro. Já imaginou? Warhol aconselhava o jovem artista, e lhe dava segurança para pintar e seguir seu trabalho. Basquiat viajou o mundo com suas obras durante sua vida, encurtada devido a uma overdose, algo comum e aceito naquela época, no meio artístico. Vale notar que Warhol faleceu pouco antes de Basquiat, o que impactou sobremaneira o jovem artista. É uma pena que o talentoso Basquiat tenha falecido tão cedo, porém, muito me alegra saber que a genialidade do artista foi reconhecida rapidamente entre os colecionadores e críticos da sua época. Acredito que podemos extrair muito desta exposição. E você? Já esteve lá? Adoraria saber como foi! E caso não tenha tido a oportunidade, corre, pois, a exposição termina em 2 semanas!

Avaliação geral: 8,5/ Acervo: 8,5/ Estrutura: 8,5/ Interatividade: 8,5

A mulher de Bath: Maitê Proença encanta com charme, beleza e atuação marcante no SESC Bom Retiro

A mulher de Bath: Espetáculo estrelado por Maitê Proença discute papel da mulher em nossa sociedade no ótimo e conveniente teatro do SESC em curta temporada

A mulher de Bath: estes dias tenho frequentado bastante a região central de São Paulo por conta de um curso de Francês que estou fazendo na unidade da Aliança Francesa que fica na região central da cidade. Por este motivo, tenho buscado aproveitar mais o que a região oferece, e um dos programas que fiz foi assistir a peça A mulher de Bath, encenado por Maitê Proença, no SESC Bom Retiro. Ela ficará em cartaz por alguns poucos dias, então, caso se interesse, corra para compre logo o ingresso para assistir a esta atriz sexagenária, sim, ela tem 60 anos, e segue bela e exuberante como sempre. O espetáculo fala sobre o papel das mulheres na sociedade masculina através de um texto escrito por Geoffrey Chaucer, no século 14. Tudo começa maravilhosamente bem, com a atriz entrando no palco e conversando de maneira franca com o público sobre o que será encenado a seguir. Uma atitude simpática e educativa, eu diria. Maitê interpreta uma senhora arrojada para aquele tempo, pois ela era livre, corajosa, e absolutamente bem-humorada. A história traz à tona os 5 casamentos que uma viúva havia tido e as artimanhas e truques impostos por ela para manter sua autonomia em todas estas relações. A conversa e a reflexão são atuais, porém em diversos momentos, os clichês aparecem, e então o roteiro perde um pouco de sua força e algumas reflexões acabam por ser simples para estes novos tempos. Ainda assim, na minha concepção, a peça é muito boa. A simplicidade do cenário e do figurino forçam o espectador a entrar no roteiro e nas reflexões da peça. O espaço do Teatro SESC no Bom Retiro é ótimo, seja por contar com estacionamento barato e conveniente, seja por ser um teatro espaçoso e com ótima estrutura. Finalmente a atuação da bela atriz é ótima, e a resposta a questão sobre “O que exatamente todas as mulheres buscam na vida?” que a mesma dá ao final da peça me parece absolutamente verdadeira, ainda que o tom e conteúdo da resposta possam incomodar a uns e outros.

Avaliação geral: 8,6/ Montagem: 8,0/ Atuação: 9,0 / Espaço: 8,5

Fuerza Bruta: argentinos empolgam público paulista com espetáculo moderno, interativo e criativo

Fuerza Bruta se apresenta no Citibank Hall em curta temporada o festejado espetáculo que tem feito fãs por todo o mundo

Fuerzabruta: Uau! Neste último final de semana minha esposa me fez uma pequena surpresa. Me levou ao espetáculo Fuerza Bruta que voltou a São Paulo depois de passar por diversas cidades ao redor do mundo. O espetáculo está no Citibank Hall, e de fato, traz um conceito inédito aos palcos brasileiros. O grupo argentino apresenta seus números em 360 graus, com muita música, dança, acrobacias e interatividade. O mistério é parte importante da apresentação, desde o início, quando somos obrigados a entrar no espaço do show meio sem saber exatamente como e por onde, pois caminhamos por dentro de estruturas plásticas que não nos permitem ver o palco e nem o que está por vir. O espetáculo emociona o público desde o começo, mas é inegável, que ao longo do tempo, a empolgação vai crescendo, seja devido a forte interatividade dos números, seja por apresentar cenas e acrobacias intensas e divertidas. A duração não é longa, até porque todos assistimos o espetáculo em pé, mas a intensidade é alta o tempo todo. Os tambores não param de bater e as luzes fortes, e cenários criativos e interativos impressionam o público, que fica surpreso a cada nova cena que aparece, pois, nunca sabemos o que esperar. No final está todo mundo pulando e dançando na pista, quase como se fosse uma balada 😉 É surpresa e diversão garantida. Super recomendado!

Avaliação geral: 8,6/ Montagem: 9,0/ Atuação: 8,5 / Espaço: 8,0

MIS: exposição imperdível fala sobre a intimidade e sucessos do mito Renato Russo e do Legião Urbana

MIS: maior exposição já realizada pelo MIS fala sobre a intimidade de Renato Russo e do Legião Urbana, que influencia gerações com poesias delicadas e letras marcantes

MIS Exposição Renato Russo: algumas semanas atrás, visitamos a nova exposição que se encontra no MIS, sobre o querido Renato Russo. Eu, por já ter 40 anos, vivi e curti a carreira do artista junto ao Legião Urbana durante minha adolescência, e então seus shows, letras e músicas me trazem centenas de boas recordações. Eu considero o Renato Russo, como um dos grandes poetas da minha adolescência, e uma voz crítica em relação ao país que construíamos, ou quem sabe, desconstruíamos naquele momento. Para quem não sabe, Renato Russo era extremamente metódico, detalhista e organizado, e por estes motivos, ele escrevia e mantinha diários e milhares de objetos em seu apartamento do Rio de Janeiro. Tudo isso permaneceu intocado até 2015, quando seu filho Giuliano Manfredini permitiu ao MIS que tratasse e catalogasse todo o material, e eis que o resultado disso tudo é a maior exposição já feita pelo Museu, pois o acervo é fantástico! A exposição mostra a história do artista a partir de mais de mil objetos pessoais, entre eles fotos, cadernos de escola, diários, manuscritos, vídeos, instrumentos musicais, objetos, cartas de fãs, reportagens, entre outros. Logo na entrada, o colorido corredor que dá acesso a exposição está tomado por notícias, cartazes, e palavras de ordem da época do Legião, como a célebre frase “ninguém respeita a constituição” que faz parte de uma de suas letras, e que segue tão atual, não é verdade? A exposição não está organizada de maneira temporal, nem por ordem de álbuns ou músicas, o que nos dá a liberdade de explorarmos o que mais nos interessa ao nosso ritmo. Adorei ter acesso a intimidade do artista, o que pode ser visto, por exemplo, em um de seus cadernos da época da escola, aonde vemos uma folha inteira com os dizeres “não devo rasgar o caderno do colega” 😉. Outra peça muito intima é uma carta que o artista escreveu para si mesmo durante períodos de internação contra o vício de drogas e álcool. Forte e visceral! O quarto de Renato também conta um pouco sobre o artista. É simples, sem nenhum luxo, e até um pouco sombrio com móveis antigos e um ar de quarto da casa da vó, sabe? Aprendemos muito sobre a história do artista e sobre o que estava por detrás de Renato Manfredini Junior, o verdadeiro nome no artista. Entendi, enfim, o porquê de Renato Russo ter diversas músicas em Inglês tão bem escritas e cantadas. Para quem não sabe, a sua mãe era professora de Inglês, e ele ainda morou alguns anos nos EUA durante a sua adolescência. Gostei também de ver aquela bata branca que o artista usou em shows emblemáticos, e tudo isso com músicas do Renato Russo tocando ao fundo! A exposição ainda mostra alguns shows do artista, e diversos instrumentos da banda. Fiquei maluco ao ver a evolução da letra de diversas músicas, já que para certas músicas são expostas diversas versões das letras, desde a sua concepção inicial até a letra final. É interessante ver a mudança nas letras, os comentários do próprio autor, e assim entender o quão difícil, demorado, e penoso é chegar a um trabalho final de qualidade. Ele era tão organizado que escrevia “rascunho 1”, “rascunho 2”e assim vai, até a concepção final das letras! Vimos bastante coisa também relacionado aos shows, com as ideias de que músicas tocar, a ordem das mesmas e o porquê daquelas músicas estarem ali, ou seja, entramos um pouco na intimidade e estratégia usada pela banda para ter mais sucesso com a crítica e o público. Vale notar também a parede recheada de cartas de fãs. Fiquei horas lendo algumas delas para entender como eles se relacionavam com o artista. Demais! No final da exposição, você ainda tem a possibilidade de assistir ao clip do hit “Tempo Perdido” através destes óculos de realidade virtual, sabe? Você verá diversas pessoas interpretando a música e você pode entrar em cada ambiente em 360 graus. Muito legal, né? Preciso falar mais alguma coisa? Visite a exposição. Vale muito a pena!

Avaliação geral: 8,7/ Acervo: 9,0/ Estrutura: 8,5/ Interatividade: 8,5

Campos do Jordão: destino imperdível para casais curtirem a natureza e boa comida no interior de SP

Campos do Jordão: um dos principais destinos turísticos do estado de São Paulo demanda planejamento e um pouco de ousadia para ser aproveitado por completo

Além de poder curtir a natureza, um final de semana em Campos do Jordão traz muitas opções. Por isso decidi comemorar este final de semana do meu aniversário por aqui 😉 A estrutura da cidade é incrível, oferece uma infinidade de excelentes restaurantes, hotéis, cafés e compras! Para aproveitar melhor, o ideal é ficar próximo à Capivari que, dos três centrinhos existentes, é o mais badalado! Foi o que fizemos no mês passado. Nós nos hospedamos novamente no hotel Lê Renard. No sábado, passeamos pelas ruazinhas do bairro do Capivari, e acabamos por pegar o simples, porém divertido teleférico do Morro do Elefante. Ainda no começo da tarde demos uma esticadinha e fomos ao parque Amantikir, composto por centenas de especies de plantas distribuídas em quase 30 jardins diferentes. Não fizemos a visita guiada por lá, porém ouvimos do pessoal que vale super a pena. No final da tarde, fomos ao tradicional Baden-Baden, famoso barzinho da cerveja de produção local. Pegamos uma das mesas da grande área externa, e pudemos curtir a atmosfera de Campos, sofisticada e descontraída! É uma delícia ver o tempo passar comendo petiscos e tomando uma cervejinha Baden! No Domingo, havíamos programado de passar o dia na bela e pacata cidade vizinha Santo Antonio do Pinhal. A ideia era tomar o trem que sai da avenida principal de Campos e seguir a breve, mas bela viagem pela serra até Pinhal. Lá poderíamos curtir o artesanato, os chocolates, a gastronomia, a rua central, e o belo pico Agudo, parada obrigatória da cidade, de onde podemos avistar o vale do Paraíba. Porém, acabamos decidindo fazer algo radical e fomos até a Pedra do Baú. Subimos a trilha e, ao final, tomamos a via ferrata. Enfrentamos aquelas escadas de ferro que ficam na encosta da pedra, antes de alcançar o cume, o que foi muito emocionante, mas até que tranquilo, pois fizemos com bastante calma e com foco na segurança. Confesso que a adrenalina contribuiu para deixar a vista da Pedra do Baú ainda mais bonita! Ano que vem voltaremos para curtir mais um pouquinho desta cidade elegante e charmosa. Ah, sobre a minha avaliação abaixo, vale a seguinte nota: Campos oferece uma vasta opção de hotéis para todos os gostos, e até para todos os bolsos. Porém, seus hotéis, especialmente no inverno, cobram valores altíssimos, o que nos força ou a ficar em hotéis mais simples, ou a ter de gastar valores altos por serviços medianos. É por este motivo que a minha nota em relação a hotelaria é relativamente baixa!

Avaliação geral: 8,6/ Passeios e Atividades: 8,5/ Gastronomia: 9,0/ Hotelaria 8,0

Monte Verde: sem dúvida, o melhor destino para curtir a natureza nas redondezas de São Paulo

Monte Verde em um final de semana perfeito

Adoro São Paulo, esse clima urbano, agitado, cheio de bares, restaurantes, programas culturais. Mas confesso que, de tempos em tempos, para mim é necessário me conectar à natureza. Monte Verde é um dos meus destinos preferidos para isso. É perto e preserva um ar tranquilo do interior de minas, as estruturas são simples, mas muito boas, não falta nada!

Pousada Spa Mirante da ColynaMês passado estive com minha esposa lá. Ficamos na Pousada Spa Mirante da Colyna, que tem quartos ultra confortáveis e uma vista sensacional! No sábado fizemos a trilha até o mirante, mas o dia estava tão bonito, que nos empolgamos e continuamos andando até o Pico do Selado e o Chapéu do Bispo, ou seja, uma caminhada de mais de três horas. Foi o máximo! Vistas lindas com direito a piquenique no caminho, tudo com muita calma e curtição! No final do dia, merecemos uma massagem na nossa pousada spa. À noite, estivemos no centrinho e comemos fondue em nosso restaurante preferido da cidade, o Pucci!

Restaurante PucciNo Domingo, acordamos tarde, curtimos o hotel e saímos para um passeio de quadriciclo, programa comum na cidade. Como estávamos no centro, aproveitamos para fazer umas comprinhas na rua principal da cidade, uma gracinha! Voltamos renovados, e já planejando nossa próxima visita!

CCBB – A plenos pulmões: peça sobre famoso poeta Maiakovski emociona público com atuações brilhantes

CCBB – A plenos pulmões: encenação sobre um dos principais poetas que deu voz à Revolução Russa do início do século XX emociona com texto forte e belas atuações

No final de semana retrasado, eu e minha esposa fomos curtir o centro de São Paulo! Queríamos assistir a uma boa peça, e foi então que comprei ingressos para assistir à peça “A plenos pulmões” que está em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil. O CCBB é um dos espaços que mais gosto na cidade, pois apresenta grandes exposições e espetáculos a preços populares, e conta com uma charmosa cafeteria, aonde sempre damos uma paradinha. Confesso que minha expectativa era das mais altas em relação à peça, seja por trazer prosa e versos de Vladimir Maiakovski, de quem sou um grande fã; seja por ter a participação da atriz Georgette Fadel, que é uma artista que acompanho e adoro; seja por ser encenada no pequeno teatro do CCBB, que permite forte proximidade dos artistas com o público, ideal para este tipo de texto. E não é que a peça foi de fato surpreendente? A montagem é simples, porém transporta o público para o ambiente revolucionário em que o artista viveu. E as atuações estavam divinas. Eu desconhecia o trabalho do Luciano Chirolli que divide o palco com a Georgette, mas de cara me tornei um fã, seja pela convicção de suas falas e do seu olhar, pela maneira vibrante como transmite a força e ao mesmo tempo as dúvidas e fraquezas de Maiakovski, seja pelas mudanças acertadas no ritmo e nas emoções exaltadas na declamação das poesias ao longo da peça. O roteiro permite ao público conhecer não somente o lado revolucionário e a influência de Maiakovski sobre a revolução russa, mas também o lado pessoal do artista, discorrendo sobre seus relacionamentos, amores, influências e temores, que ao final, acabam por encurtar sua vida. Georgette representa uma leitora contemporânea, além de declamar poemas e personificar mulheres que passaram pela vida do poeta, o que facilita o entendimento do contexto histórico em que se encaixam as poesias do artista, e escancara os sentimentos e as angústias do poeta, em seu lado pessoal e profissional. O público pode então relaxar e curtir a ótima atuação dos dois atores, que dividem o palco discursando e recitando as emoções do artista, sempre à flor da pele, sempre a plenos pulmões! Corra, pois o ingresso é baratinho (R$20 a inteira) e a peça fica em cartaz somente até 18/09. Caso não consiga comprar o ingresso pela internet através do Eventim, vale chegar no máximo até 1 hora antes do espetáculo, pois neste momento é que as filas de espera para ingressos provenientes de desistências tomam corpo. Detalhe: sempre vejo diversas pessoas conseguirem ingressos provenientes de desistências.

 

Avaliação geral: 8,8/ Montagem: 8,0/ Atuação: 9,0/ Espaço: 8,5

MAC: ainda que gratuito, o MAC que conta com um dos maiores acervos da cidade, segue desconhecido

MAC: aos poucos, o Museu de Arte Contemporânea vai ocupando o gélido prédio de Oscar Niemeyer, que servia como sede do DETRAN, com ótimas exposições

Há alguns meses fui a um evento que rolou à noite no MAC-USP que fica em frente ao parque do Ibirapuera – era a Heineken Experience. Lamentavelmente não pude visitar o museu, o que acabei de fazer no início deste mês. Fiquei impressionado com a comodidade do estacionamento, gratuito e enorme, que o museu oferece, ao menos nos finais de semana, e também com o tamanho da exposição, pois o museu conta com 7 andares recheado por obras e exposições das mais diversas, que fazem parte do enorme acervo que conta com 12 mil obras. Claro que nem todas estão expostas, o que nem faria sentido, pois todo bom museu no mundo apresenta apenas parte do seu acervo, que se renova a partir de exposições temporárias, o que deve acontecer por aqui. Vale lembrar, no entanto, que o MAC ocupou o gélido prédio do antigo DETRAN há poucos anos, e então, o trabalho dos curadores tem sido o de rechear seus andares com exposições interessantes que mostrem toda riqueza cultural deste brilhante acervo. Porém, é triste ver um museu desta envergadura vazio, e com turistas, em sua maioria, de fora da cidade. Nós, paulistanos, não aproveitamos tudo o que a cidade oferece, e por vezes reclamamos que não há nada para fazer na cidade! Não é verdade, e eis aqui uma mostra disso. As exposições não seguem uma regra muito específica, especialmente em relação à cronologia, mas existe sim uma certa organização entre os andares para facilitar a visita. Sugiro que você suba ao 7º andar e vá descendo até o 1º andar e então ao Mezanino, de forma a otimizar seu tempo. Lá em cima, você encontrará dois andares com a exposição permanente, chamada de “A Instauração do Moderno” que conta com quase 200 obras, todas do século XX, que ficarão expostas por 5 anos. O foco aqui é mostrar o processo de instauração da arte moderna no Brasil. Não é uma mostra exaustiva, porém permite ao público passar pelas principais escolas e movimentos artísticos do século passado com obras de alto calibre. Não citarei os nomes dos artistas expostos, pois são tantas obras nestes e nos outros andares, que dificilmente você deixará de encontrar algo do seu artista favorito. Mais abaixo vem a exposição “Reserva em Obras” que mostra um pouco dos bastidores do museu, pois não é apresentada sob um tema especifico ou sob escolhas curatoriais fechadas. Esta exposição oferece ao visitante a oportunidade de dedicar seu olhar no que mais lhe interessa, e oferece à equipe do museu, a possibilidade de encontrar novas articulações que poderão ser expostas em novas exposições. Ainda que não seja tão fácil lidar com esta “modernidade” gostei deste toque de improvisação do museu, enquanto o mesmo não é finalizado. Outra exposição interessante se intitula “A casa”, que retrata o célebre poema de Vinicius “Era uma casa, muito engraçada, não tinha teto, não tinha nada”, pois através dos elementos de uma casa, faz refletir e ressignificar o uso e as funções das coisas, seja na casa, seja na arte. Outra exposição que me chamou a atenção se chama “Vizinhos Distantes”. Ela traz obras do nosso continente como contraposição ao caminho habitual de valorizarmos obras do Hemisfério Norte, ou seja, dos nossos colonizadores. Esta relação colônia-metrópole fez com que ao longo da história não houvesse nem diálogo nem valorização pela arte destes vizinhos, e por este motivo, o repertório artístico deles é tão distinto do nosso. Trata-se de uma exposição heterogênea, híbrida e mestiça, que lança um novo olhar à integração para com estes países, que ao final, têm tanto em comum conosco. Como principal ponto a melhorar, o MAC, que guarda a palavra Contemporâneo em seu nome, e que fala tanto sobre a modernidade, é pouco moderno! Falta um aplicativo, ou guias áudio visuais, ou visitas guiadas aos finais de semana sem que seja necessário agendar previamente, para auxiliar os visitantes a navegarem mais profundamente pelas exposições. O melhor que tivemos de interatividade em nossa visita foi um segurança pró-ativo e “fofo” que por boa vontade, nos explicou uma parte da exposição 😉. Ufa, cansei! E olha que deixei de lado outras ótimas exposições que estão rolando no MAC. Tenho certeza que vocês poderão refletir sobre elas assim que o visitarem, e não se esqueçam de dar uma paradinha no charmoso Vista Café que fica no mezanino, motivo de outro post aqui no CurtaSP.

Avaliação geral: 8,1/ Acervo: 9,0/ Estrutura: 7,5/ Interatividade: 7,5

Taste of São Paulo: melhor experiencia gastronômica da cidade reúne restaurantes e chefs renomados

Taste of São Paulo: evento que rola na Hípica Santo Amaro até 27/08 oferece comida de restaurantes top a preços populares além de aulas e palestras de chefs renomados

Taste of São Paulo: está rolando a segunda edição do evento gastronômico que mais gosto em São Paulo – o Taste of São Paulo. A edição de 2016 estava fresca na minha cabeça, pois no ano passado fiz aulas, degustações e experimentei comidas fantásticas em ótima companhia. Neste ano, participei do Taste logo na quinta para poder contar a tempo para vocês, que ainda podem participar neste final de semana. O festival rola tanto no horário do almoço como no jantar e para cada período é um ingresso independente. Além da entrada, é possível comprar kits do evento, ou aulas de gastronomia oferecidas por chefs renomados, no melhor estilo Master Chef pois cada participante/par tem a sua bancada para preparar receitas com o acompanhamento do chef que vai acompanhando o processo para que você saia dali sabendo fazer um prato saboroso, e simples, pois não costumam exigir muito. Já não existem aulas a venda, mas saiba que se você chegar no início do horário do evento, é possível correr no stand aonde rolam as aulas e colocar o seu nome para as aulas gratuitas. Destaco a aula gratuita deste domingo à tarde, com o chef Caio Ottoboni do Oui, que ensinará a receita do seu fabuloso steak tartar. Para ter mais informações sobre as aulas, ingressos, agenda, entra no site do evento que está tudo lá bem explicadinho. Bem, mas deixa eu contar um pouco sobre o que rolou nesta quinta. Havíamos comprado a aula com o chef Paulo Barros do ótimo restaurante Moma, aonde estive, inclusive, no mês passado. Chegamos meio em cima da hora e aproveitamos a comodidade do estacionamento do evento! Cozinhamos juntos a sua receita de nhoque de pão com molho de manteiga e sálvia. Uma receita fácil de se fazer, porém muito saborosa e com ingredientes baratos. Adorei! E ainda ganhamos o jantar, pois raspamos o prato preparado sob a tutela do chef. Depois da aula, demos uma volta pelos diversos stands dos 20 bares e restaurantes presentes por ali, com destaque para o Mocotó aonde comemos os famosos dadinhos de tapioca do chef Rodrigo Oliveira, A Casa do Porco aonde pudemos lamber os dedos com a receita do Porco a San Zé, o Fasano onde compramos um elegante tiramisu, e o Veloso, que servia ótimos drinks. Claro que ficamos com vontade de comer outros pratos, como as ótimas carnes servidas no NB Steak, ou o delicioso croquete de carne do Açougue Central, e assim vai, mas não dava para comer tudo. Você terá de fazer algumas escolhas. Ainda tivemos tempo para participar de uma degustação de vinhos gratuita promovido na Adega Taste, aonde saboreamos e aprendemos um pouco mais sobre os vinhos italianos Barolo e Barbaresco. No finalzinho, participamos de uma promoção da Phebo, que te dá uma sacola toda descolada caso você acerte os temperos que ficam dentro de latinhas que não te permitem ver o que está dentro. Resultado, saímos com 2 brindes, e com vontade de voltar ao evento, o que irá rolar ainda neste sábado, quando voltaremos por aqui, mas agora na companhia de outros amigos, pois o evento é super indicado para turmas maiores.

Avaliação geral: 9,0/ Comida e Bebida: 9,0/ Atividades: 9,0/ Estrutura: 9,0