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Extásia: charmosa casa contemporânea serve pratos delicados, potentes e incríveis com toque asiático

Extásia: o famoso chef Flávio Miyamura mostra o melhor da cozinha asiática em nova empreitada na Vila Nova Conceição

Extásia: confesso que fiquei muito bem impressionado com esta nova casa na Vila Nova Conceição, que combina um ambiente charmoso com ótima gastronomia e ótimos vinhos, por estar localizada no andar superior de uma das unidades da importadora de vinhos Grand Cru. Visitamos o Extásia no horário do almoço num domingo de sol, o que deixou a visita ainda mais interessante, pois o restaurante oferece uma vista muito bonita para o pessoal que fica sentado na área da sacada, aonde, por sorte, pudemos nos sentar. Já no restaurante, soubemos que poderíamos escolher um vinho na loja no piso anterior e pagar apenas R$15 como taxa de rolha para poder consumi-lo no Extásia, o que nos pareceu um grande incentivo para tomarmos um ótimo vinho com preço bem razoável. Ficamos com um tinto francês neste dia, que acompanhou os pratos deliciosos que estavam por vir. Assim como sempre demos uma olhada no cardápio e nas páginas do Instagram e do Facebook do restaurante para eleger os pratos do dia. Durante esta pesquisa, inclusive, aprendi o significado do nome da casa que mistura as palavras êxtase e Ásia. De fato, o que estava por vir seriam pratos de cozinha contemporânea, que mesclam sabores, temperos e sensações asiáticas, numa mistura balanceada e única entre salgado, doce, ácido, azedo, amargo, picante, cítrico, que certamente encantarão o seu paladar. Para a entrada, ficamos com uma saladinha de abobrinha crua em lâminas, delicadamente temperada com vinagrete de tangerina, queijo de cabra e amêndoas tostadas, e com o famoso prato de cogumelos erynghi empanados e fritos que são temperados com molho tonkatsu e acompanhados por um leve creme de berinjela defumada. Sem dúvida, um dos pontos altos do almoço que estava somente começando. Segui com a ótima e macia barriga de porco que chegou desmanchando, acompanhada por um perfumado arroz de jasmin, e perfeitamente temperada com mel, especiarias e gochujang (condimento coreano feito com pasta fermentada de pimenta malagueta, arroz, soja e sal) que deu um toque potente e incrível ao prato. Pedimos também o famoso arroz de pato com chorizo e kimchi. Um prato saboroso e potente, e mais uma vez, muito bem temperado com notas e aromas da cozinha coreana, que eu, particularmente adoro, e que me fez lembrar do delicioso Komah, um restaurante que serve o melhor da cozinha deste pequeno, porém populoso país asiático! Para fechar o dia, dividimos o bolo de chocolate com creme inglês, delicadamente temperado com cardamomo. Amamos nossa tarde por aqui, e é por este motivo que voltaremos, mas agora com amigos, pois o ambiente convida para um papo sem hora para acabar.

Avaliação geral: 8,7 / Comida: 8,5 / Ambiente: 9,0 / Serviço: 8,5

Mondo Gastronômico: charmosa casa no Jardins serve a mais saborosa e criativa comida italiana de SP

Mondo Gastronômico: o chef Salvatore Loi segue encantando a cidade ao abrir restaurantes modernos e descolados que servem o melhor da gastronomia italiana em SP

Mondo Gastronômico: é impressionante, mas o renomado chef Salvatore Loi me traz a mente a história de Midas, um personagem da mitologia grega, que transformava em ouro tudo o que tocava. Não me canso de visitar suas casas e sair absolutamente impressionado com a criatividade, apresentação e sabor dos seus pratos. Semana passada estive em sua outra casa, o MoMa ou Modern Mamma Osteria que fica no Itaim, curtindo minha esposa e aquele dia lindo, e neste feriado, depois de assistir à brilhante peça estrelada pela Débora Falabella, Love Love Love, voltei ao Mondo Gastronômico para reverenciar o mestre mais uma vez. Era tarde, tipo 22:30 horas, no dia do feriado, e então não havia fila nem nada. Nos sentamos em uma mesa próxima a janela e começamos com a nossa tradicional garrafa de Chardonnay. A casa tem aquele ar descolado, sabe? A decoração é moderna e a cozinha fica bem a mostra do pessoal alocado no andar de baixo, que me parece mais divertido. A noite, o restaurante é local ideal para casais numa noite mais animada ou para amigos colocarem o papo em dia, afinal a gente só vê gente bonita e sorridente na casa. No horário do almoço, a casa pode muito bem ser palco de um almoço de negócios durante a semana, ou de um almoço de família no final de semana, ou seja, serve para todos os públicos! Nesta noite, enquanto namorávamos o cardápio, pedimos uma burrata de entrada. Ficamos malucos com a textura super cremosa da burrata e com a combinação do seu sabor com a crostinha de azeitonas pretas e com as raspas de chocolate branco que vinham por cima e por baixo da burrata. Foi, sem dúvida, a melhor burrata que provei nos últimos meses! E olha que ainda tínhamos em nossa memória o Ovo com foie gras sobre cogumelos frescos salteados, que provamos na casa um tempo atrás, que estava divino! A mistura entre as diferentes consistências destes elementos que trazem sabores marcantes faz com que esta entrada seja imperdível! Minha esposa ficou com o Cabrito ao forno, que era acompanhado por abóbora confitada e avelãs torradas. A carne quase desmanchava e estava perfeitamente temperada, e a sua combinação com a textura da abóbora e o crocante das avelas conferiam ao prato um sabor único! Eu fiquei com o Pappardelle di salsicce, feito com molho vermelho e ragu de linguiça. Parece simples, é verdade, porém a picancia muito acertada do prato aliada a alta qualidade da massa e da linguiça deixaram seu sabor surpreender meu paladar. Vale falar sobre a lasanha ao tartufo nero, feita de com ragu de vitela, trufas negras e fonduta de grana padano que foi devorada por nós em outra visita, assim como sobre a porchetta ao forno com purê de maçã verde e purê de batatas com queijo que também foi sucesso da outra vez que estivemos por aqui. Para fechar, pedimos o clássico tiramisu, que esbanjava cremosidade e delicadeza. Assim como as demais mesas, não estávamos preocupados com o horário ou com o dia seguinte, ainda que fossemos levantar cedo para visitar a minha família na bela e pacata, porém longínqua Santa Rita do Passa Quatro. Por este motivo, segui curtindo o papo, o vinho, a animação da casa e a minha loirinha que estava, neste dia, especialmente linda 😉

Dionysos: charmoso winebar na Vila Madalena conquista público com ambiente despojado e intimista

Dionysos: “o lugar do vinho descomplicado para beber e para levar” é o mote deste pequeno e charmoso winebar na Vila Madalena que vale a pena ser descoberto

Dionysos: ultimamente estou no maior namorinho com a minha esposa! Então, tudo é desculpa para gente sair e conhecer locais mais românticos, sabe? Estávamos procurando um winebar aqui na Vila Madalena, pois o nosso querido Red Buteco de Vinhos, que tanto gostamos e que fica do lado de nossa casa, deixou de funcionar como bar permanente para abrir exclusivamente em dias de eventos. Buscávamos um local despojado, desencanado, mas que servisse vinhos bacanas à preços razoáveis. E o Grubster nos salvou mais uma vez, pois nos possibilitou conhecer o simpático Dionysos aqui na Vila Madalena, e ainda com desconto de 30%, que deixou a conta bem baratinha. A casa é bem pequenina, mas é decorada com muito capricho. Haviam mesas na parte externa, que recomendo para dias mais quentinhos e mesas na parte interna, que oferece clima mais intimista. Neste dia, tinha música ao vivo, composta por uma dupla de voz e violão, que deixava o clima alegre e romântico, sabe? O público era formado por uma galerinha jovem, tanto por grupos de amigos em papo mas animado na área externa, como por casais de namorinho na área interna, aonde ficamos. Nos sentamos em um sofá que tinha uma mesinha na frente, perfeito para namorarmos embalados pelas ótimas garrafas de vinho da casa. Quem nos atendeu foi um dos proprietários, o Tafael, que é sommelier, e que trabalhou na equipe do restaurante Manioca. Ele percorreu a pequena adega que fica aberta ao público conosco para nos auxiliar na escolha do vinho branco da noite. Os preços eram ótimos e haviam boas opções. O cardápio era limitado, mas bem pensado, e as comidinhas que experimentamos estavam uma delícia. Ficamos com a tábua mista, que era bem servida para um casal, e trazia queijos e embutidos saborosos e de muita qualidade e pão fresquinho. Vimos a porção de bruschetta e a de batatas rústicas passarem a nossa frente, e ficamos com água na boca. Mas ficará para uma próxima oportunidade, assim como a apetitosa polenta com damasco, gorgonzola e nozes servida na casa. Como você pode perceber, a ideia da casa é servir uma comidinha gostosa e descompromissada, feita pelo Marcos que é o outro sócio da casa, para acompanhar os ótimos vinhos servidos por ali. Para fechar a noite, experimentamos a única sobremesa do cardápio, que era um brigadeiro de colher com nozes, que tinha textura e sabores incríveis! Fomos embora com aquela sensação de termos descoberto um pequeno tesouro, pois não dá para não ficar muito bem impressionado por aqui.

Avaliação geral: 8,6/ Comida: 8,0/ Ambiente: 8,5/ Bebidas: 9,0

Os Vilões de Shakespeare: Marcelo Serrado esbanja talento interpretando Shakespeare por apenas 30 reais

Os Vilões de Shakespeare: divertido monólogo interpretado pelo lindo e tudo de bom Marcelo Serrado 😉 surpreende, diverte e educa público no teatro Eva Herz

Os Viloes de Shakespeare: acordei cedinho no sábado há 2 semanas atrás, o que sempre faço aos finais de semana, pois quero curtir cada minutinho dele! Pensei em ir ao teatro, e eis que me deparo com o “gato” Marcelo Serrado e sua peça Os Vilões de Shakespeare aqui em SP. Eu já tinha ouvido falar muito bem sobre a peça que estava no RJ, e então, comprei 4 ingressos, sem saber ao certo quem convidar para nos acompanhar ao Teatro Eva Herz. Detalhe: os ingressos estavam e estão com preço promocional de R$30, então, na boa? Corre para o site ingressorapido pois o espetáculo fica em cartaz apenas até meados de Abril. A peça, escrita pelo Inglês Steven Berkoff, traduzida por Geraldo Carneiro e dirigida por Sérgio Módena, investiga situações, comportamentos e traços de personalidade que modelam alguns dos algozes shakespearianos. Confesso que Shakespeare não me impactava tanto desde a minha visita, 6 anos atrás, à bela cidade de Stratford-upon-Avon, na Inglaterra, onde pude conhecer mais sobre o autor e sua vida. O espetáculo de agora me fez lembrar uma pequena encenação que assisti nos jardins da casa onde ele havia nascido. Devo admitir que aprendi agora muito ainda mais sobre o autor e seus personagens com a interpretação precisa e inteligente de Serrado, que considero imperdível! O roteiro da peça é uma mescla de ficção e realidade, pois o ator hora representa personagens, hora conduz uma palestra acerca dos pormenores existentes nas figuras dos anti-heróis shakespearianos. O ator abre a peça interpretando um texto trágico da obra do Inglês, para, em seguida, acender as luzes e conversar com a plateia sobre o significado de vilania. Ele pergunta para gente quem são os vilões atuais, e claro, alguns moradores da cidade de Brasília não são perdoados! A cada novo personagem exposto, Serrado explica os meandros da vilania, para na sequência interpretar passagens do personagem escolhido onde podemos ver o vilão atuando. É incrível como a vilania, as disputas de poder e a ambição que moviam personagens maquiavélicos de quase 500 anos atrás podem ser vistas hoje de maneira tão clara em políticos do nosso tempo. O que mais me assusta é ver que seguimos sendo manipulados por eles ;-( Serrado investiga as causas e os motivos que tornam os personagens vilões, através de uma jornada psicológica em que não condenamos a maldade simplesmente, mas sim, entendemos como ela se constrói e evolui à luz dos fatos e acontecimentos das vidas dos diferentes personagens. Por serem muitos vilões a serem interpretados, as cenas são relativamente curtas, mas creio eu, são suficientemente profundas para nos transportar ao mundo dos famosos Coriolano, Macbeth, Hamlet, Shylock, Oberon e Iago. Serrado se desdobra para viver cada um destes vilões com personalidade própria, já que cada qual carrega um arquétipo distinto, como o dissimulado, o tirano, o vingativo, e até o ingênuo. Uma das frases que me marcou foi “O vilão nunca sabe que é vilão”, justificada pela não consciência, por exemplo, de inúmeros políticos que roubam e fazem mil desastres, mas que pensam que está tudo bem, que não há mal algum! Fica para mim, o desejo e o compromisso de pensar mais e melhor sobre os políticos nas próximas eleições, afinal, o que temos visto no Brasil dos últimos anos é uma vergonha e um completo absurdo! Já ia me esquecendo de comentar sobre a conveniência do estacionamento no subsolo do conjunto nacional, e da proximidade de diversos restaurantes, inclusive comentados aqui no CurtaSP para curtir a noite. Nós não resistimos, e munidos de nossos livrinhos 2 em 1, fomos jantar com o nosso casal de amigos no descolado e delicioso ICI Bistrô, mas essa história ficará para um próximo post 😉

Avaliação geral: 8,7/ Montagem: 8,5/ Atuação: 9,0 / Espaço: 8,0

CCBB: exposição milionária que pode ser visitada de graça no CCBB traz obras incríveis de Basquiat

Exposição Jean Michel Basquiat: exposição imperdível que custou R$15 milhões para ser exposta no CCBB vive lotada tamanho o interesse neste expoente do neoimpressionismo

Jean Michel Basquiat no CCBB: uau! Confesso que fiquei em êxtase e absolutamente impressionado com a exposição gratuita do Jean Michel Basquiat que rola no CCBB até 7/4/2018. Devo admitir que eu desconhecia o artista e sua obra. Fico mais uma vez, muito feliz e surpreendido pelas ótimas exposições que passam por aqui. A exposição custou R$15 milhões para poder ser exposta no Brasil e tem entrada gratuita -) Fomos ao CCBB para assistir ao belo e não mesmo impactante espetáculo L O Musical, que segue em cartaz no CCBB Belo Horizonte. Tínhamos pouco mais de 1 hora para curtir o museu antes da peça, e por serem apenas 80 obras entre pinturas, gravuras, cerâmicas e desenhos, pensamos que seria tranquilo. Ledo engano! Quase que não deu tempo, tamanho o público e nosso interesse em curtir no detalhe as obras do artista e suas explicações. É uma exposição incrível! A curadoria fez um ótimo trabalho, pois podemos curtir a obra e entender o contexto no qual Basquiat vivia. Basquiat, expoente do neoexpressionismo dos anos 80 abusa no uso de texturas e cores em diferentes linguagens, criando uma arte provocativa, instigante, intensa, realista e cheia de contradições que nos mostra o porquê do pintor norte-americano de ascendência afro-caribenha, ter sido tão cultuado em sua época, a despeito de ter falecido tão jovem, aos 27 anos.  Ele viveu na caótica Nova Iorque do final dos anos 70 e início dos anos 80.  A economia estava próxima a um colapso, o que barateou o custo de vida de Manhattan, propiciando o encontro de muitos jovens talentosos que tinham poucos recursos. O caldo cultural resultante era muito rico, permitindo o nascimento de artistas brilhantes como Basquiat. Neste ambiente, a pintura, outrora desvalorizada, reganhava força, e a liberdade de expressão era total. As pinceladas de Basquiat eram dotadas de emoção, energia, e liberdade de criação. Ele foi influenciado pelo grafite, o que pode ser visto no dinamismo dos seus movimentos, e no aspecto inacabado de suas obras. Basquiat, inclusive, dizia que sabia desenhar, mas que lutava contra isso, pois ele entendia que podia extrair mais força e energia das suas obras, através de desenhos inacabados. Ele usava uma linguagem rica e vasta, misturando pinturas, palavras, colagens e sentimentos. Sinceramente, as vezes eu não sabia direito quando um quadro virava desenho e quando um desenho se tornava um quadro, mas o fato é que fui fortemente impactado por sua obra. Basquiat era negro, em uma época de mundo artístico predominantemente branco, o que lhe influencia sobremaneira, trazendo contradição e crítica à sua obra. Ele chamou a atenção do mundo para a falta de diversidade no mundo artístico, e não raro homenageou artistas negros em seus quadros, expondo a dor e as dificuldades vividos pelos negros nos EUA. Outro elemento significativo para o desenvolvimento do artista foi sua amizade com Andy Warhol. Eles tinham uma grande sintonia, e se energizavam com a criatividade um do outro, o que lhes propiciou a criação e colaboração em diversas obras, aonde um pintava sobre a pintura do outro. Já imaginou? Warhol aconselhava o jovem artista, e lhe dava segurança para pintar e seguir seu trabalho. Basquiat viajou o mundo com suas obras durante sua vida, encurtada devido a uma overdose, algo comum e aceito naquela época, no meio artístico. Vale notar que Warhol faleceu pouco antes de Basquiat, o que impactou sobremaneira o jovem artista. É uma pena que o talentoso Basquiat tenha falecido tão cedo, porém, muito me alegra saber que a genialidade do artista foi reconhecida rapidamente entre os colecionadores e críticos da sua época. Acredito que podemos extrair muito desta exposição. E você? Já esteve lá? Adoraria saber como foi! E caso não tenha tido a oportunidade, corre, pois, a exposição termina em 2 semanas!

Avaliação geral: 8,5/ Acervo: 8,5/ Estrutura: 8,5/ Interatividade: 8,5

Jamile: casa requintada no centro serve pratos delicados e deliciosos sob comando de Henrique Fogaça

Jamile: restaurante sofisticado em meio ao Bixiga serve comida contemporânea de alta qualidade com a supervisão do famoso e cultuado chef Henrique Fogaça

Jamile: Sábado foi uma noite de reencontrar e se divertir com amigos queridos. Combinamos de nos encontrar no Comedians, que é uma casa aonde rola ótimas apresentações de Stand-up comedy em São Paulo. Nós nos divertimos muito, e em especial, com a apresentação surpresa da noite. Sim, tivemos o privilégio de ouvir e de nos entreter com as ótimas piadas do comediante Rafinha Bastos que deu uma canja e tanto nesta noite. Não comemos durante a apresentação, pois, na sequência, jantaríamos em um restaurante que adoro, mas que há um bom tempo eu não ia. O Jamile que fica ali pertinho, na região do Bixiga. O restaurante é uma graça, e eu diria, que é ideal para um primeiro encontro, ou para aquele dia de namorinho com seu gato ou gata 😉 O clima é tão bacana e descolado, que também vai bem para curtir um papo animado e até altas horas com amigos. O ambiente e a decoração são razoavelmente requintados, mas ainda assim, bem acolhedores. O Jamile caiu na moda nos últimos anos, pela qualidade da cozinha e por ter como sócio o famoso chef Henrique Fogaça. Nesta noite de sábado, como sempre, tivemos de encarar uma pequena espera, e foi então que já pedimos nossa primeira garrafa de vinho branco da noite. Pouco depois, nossa mesa estava pronta. Era a primeira vez que eu me sentava em uma mesa por aqui, pois em outras oportunidades, eu fiquei no balcão, que é bem divertido e a melhor alternativa, caso vá ao restaurante em casal, pois propicia o acompanhamento dos trabalhos na cozinha. Bem, ao chegar à mesa, pedimos 2 entradas à serem compartilhadas com o casal de amigos com quem estávamos. Uma delas era um Palmito pupunha assado com óleo de castanha do Brasil e manjericão, e a outra era uma Burrata cremosa com tomate cítrico e pesto de rúcula. Detalhe: as entradas eram bem pequenas, mas muito bem temperadas e saborosas. Acabam não contando muito para matar a fome, mas valem a pena pelo sabor e pela apresentação! Não víamos a hora dos pratos principais chegarem, e agora sim, eles eram bem servidos. Eu, que já conhecia a casa, fiquei com o mesmo prato da minha primeira vez por aqui, que é o Cupim do Sal com mandioca amarela e farofa de banana. A carne veio, novamente, derretendo, e a farofa de banana estava divina! E olha que não sou dos maiores fãs de banana. O resto do pessoal ficou com o ótimo e suculento Hambúrguer de Kobe que vinha com bacon crocante, queijo gruyère, cebola caramelizada que dá um toque agridoce ao prato e batatas rústicas, que estavam incrivelmente saborosas, acompanhadas por uma maionese com Dijon, que nunca é suficiente, por ser tão saborosa! Finalmente, pedimos também o peixe do dia, que estava acompanhado por purê de banana da terra e molho dill. Tudo muito bem apresentado, com toques modernos e caprichados, e com tempero e ponto muito bem acertados. Para a sobremesa, acabamos dividindo um charuto de chocolate, que vinha recheado com creme de confeiteiro com chocolate belga, e era acompanhado de sorvete de pistache cremoso e intenso. Delicado e delicioso! Ficamos conversando por um bom tempo ainda, o que rendeu uma segunda garrafa de vinho para a conta da noite, e ao sairmos, ficou aquela sensação de que tínhamos escolhido um local ideal para botarmos o papo em dia. Em resumo, super recomendo!

Saint Marie: o melhor restaurante árabe-libanês da cidade oferece comida barata e deliciosa

Saint Marie Gastronomia: restaurante pouco conhecido do paulistano tem clientela fiel que lota a casa aos finais de semana em busca da melhor comida árabe da cidade

Saint Marie Gastronomia: fazia tempo que eu queria conhecer esse restaurante árabe-libanês cultuado pelos foodies da cidade. Diversos amigos me recomendaram a casa, e todos eles me alertaram sobre a fila, muito comum, e a distância, pois a casa fica próxima à divisa com Taboão da Serra. Sábado era o dia ideal para encararmos a novidade. Quanto a distância, foi bem de boa. Levamos menos de 15 minutos da Rebouças até o restaurante. Quanto a fila, bem, de fato ela existe, e não é das menores. Chegamos tarde, por volta das 15hs, e ainda assim, tivemos de esperar por 30 minutos a nossa mesa, mas na boa, valeu super a pena e eu recomendo a todos! O restaurante é aberto, e fica um pessoal em pé, batendo papo na espera, o que deixa o ambiente bem animado, ou seja, nem vimos o tempo passar, e por este motivo, o Saint Marie me parece ideal para aquele encontro mais demorado com uma turminha maior, sabe? No público, tem de tudo, de gente descolada a um povo desencanado. O ambiente é simples e acolhedor, e o simpático chef Stephan Kawijian, faz questão de falar com diversos clientes para se assegurar que tudo anda bem e que o sabor incrível dos seus pratos segue encantando a todos. Porém ele não dá conta de tudo, e o atendimento, lamentavelmente foi um pouco caótico, devido a lotação da casa, mas nada que possa comprometer a visita. Estávamos com outro casal, e então, enquanto esperávamos por nossa mesa, pedimos esfihas de queijo, queijo de cabra e carne de cordeiro, que estavam muito saborosas. Além disso, pedimos uma porção de linguiça merguez produzida pela casa, que vem com ovo frito e cebola tostada em cima. Fantástica! E para finalizar a sessão das entradas, pedimos e mais maravilhosa coalhada seca da cidade. Para acompanhar esta tarde de prazeres à mesa, abrimos a primeira garrafa de vinho branco, que estava bem geladinha, no ponto! Logo estávamos acomodados, e então foi a hora de experimentarmos outros pratos famosos da casa. Um deles é o Quibe montado. Trata-se de uma torre com diversas camadas de carne moída deliciosamente temperada, quibe cru fresquinho, coalhada cremosa, cebola crocante e pistache. Ele foi devorado por nós, e foi eleito por este blogueiro como o melhor quibe da cidade! Outro prato que tem apresentação e sabores incríveis é o polvo cozido com arroz temperado com pedaços de polvo e de linguiça de cordeiro. Imperdível! Vi muitas Moussakas sendo pedidas pelas outras mesas, e a julgar pela aparência, será pedida em nossa próxima visita à casa. Antes de fecharmos a conta por aqui, pedimos uma segunda garrafa de vinho branco e o papo rolou divertido por muitas horas. Já no finalzinho, não resisti ao ótimo e cremoso mousse de chocolate da casa, mas até aí, não tem muita novidade, né? Pois eu nunca resisto a tentação desta que é a sobremesa que mais gosto e que a casa sabe preparar tão bem.

Avaliação geral: 8,4/ Comida: 9,0 / Ambiente: 8,0 / Serviço: 8,0

Petí Gastronomia: joia escondida na Pompeia é a melhor opção de comida contemporânea acessível de SP

Petí Gastronomia: pequena casa que se encontra dentro de livraria na Pompeia oferece menu delicioso com entrada, prato principal e sobremesa por apenas R$48

Petí Gastronomia: fazia um bom tempo que eu não voltava ao Petí Gastronomia da Pompeia. E confesso, que em todas as oportunidades por aqui, eu adorei, desde quando fui convidado para conhecer essa joia alguns anos atrás! Ambiente, comida, companhia, tudo perfeito, sempre! Neste sábado, por volta adas 13:30, havia começado a chover, e então demos uma passadinha para ver como estava a famosa fila de espera da casa. Haviam apenas 2 mesas à nossa frente, e então a espera foi rápida. Enquanto isso, ficamos namorando os produtos a venda na bela livraria Pintar Produtos Artísticos, aonde o restaurante se encontra, e a montagem dos pratos na cozinha que fica exposta para o pessoal que fica na espera. Sempre fazemos isso para que possamos escolher os pratos assim que sentamos à mesa. O Petí oferece menu limitado, com 3 opções de entrada, 3 de prato principal e 2 de sobremesa, que muda a cada 15 dias. Custa menos de R$50 por pessoa. É uma barganha, ainda mais se você levar em conta de que se trata de uma das comidas contemporâneas mais deliciosas da cidade. Neste sábado, para acompanhar a comida, elegemos dois chás de fruta, um feito com chá de gengibre e gelo de suco de tangerina, e outro feito com chá de hibisco e gelo de suco de abacaxi com hortelã. Ambos leves e refrescantes. Para a entrada, ambos queríamos pedir a Pannacotta de queijo de cabra, abobrinha, bloody mary e mel defumado sobre massa folhada, que estava divina, porém, para poder experimentar mais sabores, elegemos também a Manjubinha curada com escabeche, picles de chuchu, pimenta Cambuci e dukah, que tinha sabor exótico e marcante. Na sequência, ficamos com o Peixe com crosta cítrica, acompanhado de espaguete de abóbora, coalhada seca, couve de bruxelas e trigo sarraceno, e com a Bananinha na brasa, feito com um corte alto de carne bovina, acompanhado por purê de banana da terra, couve de recheada e farofa de ovo. Todos os pratos até aqui feitos com muito cuidado e esmero. Cada pitada de tempero, cada porção de farofa, ou cada pingo de molho são feitos de maneira cuidadosa e artesanal, assim como manda a cartilha da cozinha minimalista, aonde cada pequeno detalhe conta para a boa apresentação dos pratos e a melhor combinação de sabores e texturas. Não seria exagero comparar os pratos à obras de arte, e é isso, que ao meu ver, garante o sabor incrível de cada prato por aqui. O mesmo pode ser dito em relação a sobremesa. Desta vez, escolhemos o mesmo prato, um Brownie de chocolate, de gosto marcante e textura firme, feito com ganache de bacon, caramelo pecan, chantilly de bourbon e bacon caramelizado. É verdade que a sobremesa não parece óbvia, mas acredite, o sabor estava demais! Ah, já ia me esquecendo de comentar que eles apoiam uma iniciativa muito bacana chamada Drink e Poesia. Os apoios para os copos de drink e bebida trazem belas poesias, que nos distanciam dos celulares e nos aproximam do pessoal que está conosco a mesa. Legal, não? É por estas e outras que recomendo fortemente uma visita ao restaurante, ainda que seja necessário pegar uma filinha!

Avaliação geral: 8,9/ Comida: 9,5 / Ambiente: 8,5 / Serviço: 8,5

A mulher de Bath: Maitê Proença encanta com charme, beleza e atuação marcante no SESC Bom Retiro

A mulher de Bath: Espetáculo estrelado por Maitê Proença discute papel da mulher em nossa sociedade no ótimo e conveniente teatro do SESC em curta temporada

A mulher de Bath: estes dias tenho frequentado bastante a região central de São Paulo por conta de um curso de Francês que estou fazendo na unidade da Aliança Francesa que fica na região central da cidade. Por este motivo, tenho buscado aproveitar mais o que a região oferece, e um dos programas que fiz foi assistir a peça A mulher de Bath, encenado por Maitê Proença, no SESC Bom Retiro. Ela ficará em cartaz por alguns poucos dias, então, caso se interesse, corra para compre logo o ingresso para assistir a esta atriz sexagenária, sim, ela tem 60 anos, e segue bela e exuberante como sempre. O espetáculo fala sobre o papel das mulheres na sociedade masculina através de um texto escrito por Geoffrey Chaucer, no século 14. Tudo começa maravilhosamente bem, com a atriz entrando no palco e conversando de maneira franca com o público sobre o que será encenado a seguir. Uma atitude simpática e educativa, eu diria. Maitê interpreta uma senhora arrojada para aquele tempo, pois ela era livre, corajosa, e absolutamente bem-humorada. A história traz à tona os 5 casamentos que uma viúva havia tido e as artimanhas e truques impostos por ela para manter sua autonomia em todas estas relações. A conversa e a reflexão são atuais, porém em diversos momentos, os clichês aparecem, e então o roteiro perde um pouco de sua força e algumas reflexões acabam por ser simples para estes novos tempos. Ainda assim, na minha concepção, a peça é muito boa. A simplicidade do cenário e do figurino forçam o espectador a entrar no roteiro e nas reflexões da peça. O espaço do Teatro SESC no Bom Retiro é ótimo, seja por contar com estacionamento barato e conveniente, seja por ser um teatro espaçoso e com ótima estrutura. Finalmente a atuação da bela atriz é ótima, e a resposta a questão sobre “O que exatamente todas as mulheres buscam na vida?” que a mesma dá ao final da peça me parece absolutamente verdadeira, ainda que o tom e conteúdo da resposta possam incomodar a uns e outros.

Avaliação geral: 8,6/ Montagem: 8,0/ Atuação: 9,0 / Espaço: 8,5

Fôrno: casa charmosa no centro de SP tem clima animado e pratos certeiros que surpreendem o paladar

Fôrno: é impressionante a velocidade com que surgem restaurantes incríveis em nossa cidade e o pequeno Fôrno é prova inconteste da sorte que temos por morar por aqui!

Fôrno: Sexta-feira passada, ao sair da aula de Francês no centro da cidade, minha esposa foi ao meu encontro para experimentarmos um novo restaurante pela região. Demos uma passada no Fôrno que fica ali do lado, pertinho do Mackenzie, mas não rolou. A fila de espera era enorme e acabamos desanimando. Viemos então nesta terça, imaginando que não teria fila por ser um dia que costuma ser mais tranquilo para sair. Que nada! Tivemos de esperar 20 minutinhos para conseguir uma mesa, mas devo admitir que a espera valeu cada minuto. O ambiente é super charmoso, o atendimento é simpático, a comida estava divina e para arrebatar, havia música ao vivo para animar e embalar nosso papo até altas horas. O cardápio é curtinho, mas é mais que suficiente. Por sentarmos no balcão, o que particularmente adoro por poder acompanhar os pratos que saem na casa, vimos o famoso sanduíche de Pastrami da casa, que é feito por aqui mesmo, através de um processo cuidadoso e demorado. Poucos minutos depois estávamos saboreando este que é um dos melhores sanduiches da cidade, sem dúvida, montado com pão de campagna, maionese de mostarda e picles de pepino acompanhado por fritas. Demais! Dica, o sanduiche é enorme, então, caso esteja com pouca fome, experimente pedir uma entradinha e dividir o prato com seu amor 😉 Nós estávamos com bastante fome, e eu ainda queria experimentar um das pizzas da casa. Ficamos com a Prosciutto, que traz molho de tomate da casa, scamorza, rúcula, presunto cru, raspas de limão e grana padano. A massa estava no ponto e o sabor, incrível! Eu já estava para pedir a conta, quando descobri que eles serviam por aqui mousse de chocolate. E aí, para quem me segue a mais tempo a conclusão é óbvia. Tive de pedir o mousse, que é a minha sobremesa preferida. Yes, o mousse por aqui é feito com chocolate belga 70% de cacau, ou seja, é um pouquinho amargo, mas as raspas de laranja, a flor de sal, o spray de bourbon, e a consistência acertada me fizeram eleger o doce como um dos meus preferidos aqui pela cidade.

Avaliação geral: 8,7 / Comida: 8,5 / Ambiente: 9,0 / Serviço: 8,5