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Viagens e Passeios

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Campos do Jordão: destino imperdível para casais curtirem a natureza e boa comida no interior de SP

Campos do Jordão: um dos principais destinos turísticos do estado de São Paulo demanda planejamento e um pouco de ousadia para ser aproveitado por completo

Além de poder curtir a natureza, um final de semana em Campos do Jordão traz muitas opções. Por isso decidi comemorar este final de semana do meu aniversário por aqui 😉 A estrutura da cidade é incrível, oferece uma infinidade de excelentes restaurantes, hotéis, cafés e compras! Para aproveitar melhor, o ideal é ficar próximo à Capivari que, dos três centrinhos existentes, é o mais badalado! Foi o que fizemos no mês passado. Nós nos hospedamos novamente no hotel Lê Renard. No sábado, passeamos pelas ruazinhas do bairro do Capivari, e acabamos por pegar o simples, porém divertido teleférico do Morro do Elefante. Ainda no começo da tarde demos uma esticadinha e fomos ao parque Amantikir, composto por centenas de especies de plantas distribuídas em quase 30 jardins diferentes. Não fizemos a visita guiada por lá, porém ouvimos do pessoal que vale super a pena. No final da tarde, fomos ao tradicional Baden-Baden, famoso barzinho da cerveja de produção local. Pegamos uma das mesas da grande área externa, e pudemos curtir a atmosfera de Campos, sofisticada e descontraída! É uma delícia ver o tempo passar comendo petiscos e tomando uma cervejinha Baden! No Domingo, havíamos programado de passar o dia na bela e pacata cidade vizinha Santo Antonio do Pinhal. A ideia era tomar o trem que sai da avenida principal de Campos e seguir a breve, mas bela viagem pela serra até Pinhal. Lá poderíamos curtir o artesanato, os chocolates, a gastronomia, a rua central, e o belo pico Agudo, parada obrigatória da cidade, de onde podemos avistar o vale do Paraíba. Porém, acabamos decidindo fazer algo radical e fomos até a Pedra do Baú. Subimos a trilha e, ao final, tomamos a via ferrata. Enfrentamos aquelas escadas de ferro que ficam na encosta da pedra, antes de alcançar o cume, o que foi muito emocionante, mas até que tranquilo, pois fizemos com bastante calma e com foco na segurança. Confesso que a adrenalina contribuiu para deixar a vista da Pedra do Baú ainda mais bonita! Ano que vem voltaremos para curtir mais um pouquinho desta cidade elegante e charmosa. Ah, sobre a minha avaliação abaixo, vale a seguinte nota: Campos oferece uma vasta opção de hotéis para todos os gostos, e até para todos os bolsos. Porém, seus hotéis, especialmente no inverno, cobram valores altíssimos, o que nos força ou a ficar em hotéis mais simples, ou a ter de gastar valores altos por serviços medianos. É por este motivo que a minha nota em relação a hotelaria é relativamente baixa!

Avaliação geral: 8,6/ Passeios e Atividades: 8,5/ Gastronomia: 9,0/ Hotelaria 8,0

Monte Verde: sem dúvida, o melhor destino para curtir a natureza nas redondezas de São Paulo

Monte Verde em um final de semana perfeito

Adoro São Paulo, esse clima urbano, agitado, cheio de bares, restaurantes, programas culturais. Mas confesso que, de tempos em tempos, para mim é necessário me conectar à natureza. Monte Verde é um dos meus destinos preferidos para isso. É perto e preserva um ar tranquilo do interior de minas, as estruturas são simples, mas muito boas, não falta nada!

Pousada Spa Mirante da ColynaMês passado estive com minha esposa lá. Ficamos na Pousada Spa Mirante da Colyna, que tem quartos ultra confortáveis e uma vista sensacional! No sábado fizemos a trilha até o mirante, mas o dia estava tão bonito, que nos empolgamos e continuamos andando até o Pico do Selado e o Chapéu do Bispo, ou seja, uma caminhada de mais de três horas. Foi o máximo! Vistas lindas com direito a piquenique no caminho, tudo com muita calma e curtição! No final do dia, merecemos uma massagem na nossa pousada spa. À noite, estivemos no centrinho e comemos fondue em nosso restaurante preferido da cidade, o Pucci!

Restaurante PucciNo Domingo, acordamos tarde, curtimos o hotel e saímos para um passeio de quadriciclo, programa comum na cidade. Como estávamos no centro, aproveitamos para fazer umas comprinhas na rua principal da cidade, uma gracinha! Voltamos renovados, e já planejando nossa próxima visita!

CCBB – A plenos pulmões: peça sobre famoso poeta Maiakovski emociona público com atuações brilhantes

CCBB – A plenos pulmões: encenação sobre um dos principais poetas que deu voz à Revolução Russa do início do século XX emociona com texto forte e belas atuações

No final de semana retrasado, eu e minha esposa fomos curtir o centro de São Paulo! Queríamos assistir a uma boa peça, e foi então que comprei ingressos para assistir à peça “A plenos pulmões” que está em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil. O CCBB é um dos espaços que mais gosto na cidade, pois apresenta grandes exposições e espetáculos a preços populares, e conta com uma charmosa cafeteria, aonde sempre damos uma paradinha. Confesso que minha expectativa era das mais altas em relação à peça, seja por trazer prosa e versos de Vladimir Maiakovski, de quem sou um grande fã; seja por ter a participação da atriz Georgette Fadel, que é uma artista que acompanho e adoro; seja por ser encenada no pequeno teatro do CCBB, que permite forte proximidade dos artistas com o público, ideal para este tipo de texto. E não é que a peça foi de fato surpreendente? A montagem é simples, porém transporta o público para o ambiente revolucionário em que o artista viveu. E as atuações estavam divinas. Eu desconhecia o trabalho do Luciano Chirolli que divide o palco com a Georgette, mas de cara me tornei um fã, seja pela convicção de suas falas e do seu olhar, pela maneira vibrante como transmite a força e ao mesmo tempo as dúvidas e fraquezas de Maiakovski, seja pelas mudanças acertadas no ritmo e nas emoções exaltadas na declamação das poesias ao longo da peça. O roteiro permite ao público conhecer não somente o lado revolucionário e a influência de Maiakovski sobre a revolução russa, mas também o lado pessoal do artista, discorrendo sobre seus relacionamentos, amores, influências e temores, que ao final, acabam por encurtar sua vida. Georgette representa uma leitora contemporânea, além de declamar poemas e personificar mulheres que passaram pela vida do poeta, o que facilita o entendimento do contexto histórico em que se encaixam as poesias do artista, e escancara os sentimentos e as angústias do poeta, em seu lado pessoal e profissional. O público pode então relaxar e curtir a ótima atuação dos dois atores, que dividem o palco discursando e recitando as emoções do artista, sempre à flor da pele, sempre a plenos pulmões! Corra, pois o ingresso é baratinho (R$20 a inteira) e a peça fica em cartaz somente até 18/09. Caso não consiga comprar o ingresso pela internet através do Eventim, vale chegar no máximo até 1 hora antes do espetáculo, pois neste momento é que as filas de espera para ingressos provenientes de desistências tomam corpo. Detalhe: sempre vejo diversas pessoas conseguirem ingressos provenientes de desistências.

 

Avaliação geral: 8,8/ Montagem: 8,0/ Atuação: 9,0/ Espaço: 8,5

MAC: ainda que gratuito, o MAC que conta com um dos maiores acervos da cidade, segue desconhecido

MAC: aos poucos, o Museu de Arte Contemporânea vai ocupando o gélido prédio de Oscar Niemeyer, que servia como sede do DETRAN, com ótimas exposições

Há alguns meses fui a um evento que rolou à noite no MAC-USP que fica em frente ao parque do Ibirapuera – era a Heineken Experience. Lamentavelmente não pude visitar o museu, o que acabei de fazer no início deste mês. Fiquei impressionado com a comodidade do estacionamento, gratuito e enorme, que o museu oferece, ao menos nos finais de semana, e também com o tamanho da exposição, pois o museu conta com 7 andares recheado por obras e exposições das mais diversas, que fazem parte do enorme acervo que conta com 12 mil obras. Claro que nem todas estão expostas, o que nem faria sentido, pois todo bom museu no mundo apresenta apenas parte do seu acervo, que se renova a partir de exposições temporárias, o que deve acontecer por aqui. Vale lembrar, no entanto, que o MAC ocupou o gélido prédio do antigo DETRAN há poucos anos, e então, o trabalho dos curadores tem sido o de rechear seus andares com exposições interessantes que mostrem toda riqueza cultural deste brilhante acervo. Porém, é triste ver um museu desta envergadura vazio, e com turistas, em sua maioria, de fora da cidade. Nós, paulistanos, não aproveitamos tudo o que a cidade oferece, e por vezes reclamamos que não há nada para fazer na cidade! Não é verdade, e eis aqui uma mostra disso. As exposições não seguem uma regra muito específica, especialmente em relação à cronologia, mas existe sim uma certa organização entre os andares para facilitar a visita. Sugiro que você suba ao 7º andar e vá descendo até o 1º andar e então ao Mezanino, de forma a otimizar seu tempo. Lá em cima, você encontrará dois andares com a exposição permanente, chamada de “A Instauração do Moderno” que conta com quase 200 obras, todas do século XX, que ficarão expostas por 5 anos. O foco aqui é mostrar o processo de instauração da arte moderna no Brasil. Não é uma mostra exaustiva, porém permite ao público passar pelas principais escolas e movimentos artísticos do século passado com obras de alto calibre. Não citarei os nomes dos artistas expostos, pois são tantas obras nestes e nos outros andares, que dificilmente você deixará de encontrar algo do seu artista favorito. Mais abaixo vem a exposição “Reserva em Obras” que mostra um pouco dos bastidores do museu, pois não é apresentada sob um tema especifico ou sob escolhas curatoriais fechadas. Esta exposição oferece ao visitante a oportunidade de dedicar seu olhar no que mais lhe interessa, e oferece à equipe do museu, a possibilidade de encontrar novas articulações que poderão ser expostas em novas exposições. Ainda que não seja tão fácil lidar com esta “modernidade” gostei deste toque de improvisação do museu, enquanto o mesmo não é finalizado. Outra exposição interessante se intitula “A casa”, que retrata o célebre poema de Vinicius “Era uma casa, muito engraçada, não tinha teto, não tinha nada”, pois através dos elementos de uma casa, faz refletir e ressignificar o uso e as funções das coisas, seja na casa, seja na arte. Outra exposição que me chamou a atenção se chama “Vizinhos Distantes”. Ela traz obras do nosso continente como contraposição ao caminho habitual de valorizarmos obras do Hemisfério Norte, ou seja, dos nossos colonizadores. Esta relação colônia-metrópole fez com que ao longo da história não houvesse nem diálogo nem valorização pela arte destes vizinhos, e por este motivo, o repertório artístico deles é tão distinto do nosso. Trata-se de uma exposição heterogênea, híbrida e mestiça, que lança um novo olhar à integração para com estes países, que ao final, têm tanto em comum conosco. Como principal ponto a melhorar, o MAC, que guarda a palavra Contemporâneo em seu nome, e que fala tanto sobre a modernidade, é pouco moderno! Falta um aplicativo, ou guias áudio visuais, ou visitas guiadas aos finais de semana sem que seja necessário agendar previamente, para auxiliar os visitantes a navegarem mais profundamente pelas exposições. O melhor que tivemos de interatividade em nossa visita foi um segurança pró-ativo e “fofo” que por boa vontade, nos explicou uma parte da exposição 😉. Ufa, cansei! E olha que deixei de lado outras ótimas exposições que estão rolando no MAC. Tenho certeza que vocês poderão refletir sobre elas assim que o visitarem, e não se esqueçam de dar uma paradinha no charmoso Vista Café que fica no mezanino, motivo de outro post aqui no CurtaSP.

Avaliação geral: 8,1/ Acervo: 9,0/ Estrutura: 7,5/ Interatividade: 7,5

Taste of São Paulo: melhor experiencia gastronômica da cidade reúne restaurantes e chefs renomados

Taste of São Paulo: evento que rola na Hípica Santo Amaro até 27/08 oferece comida de restaurantes top a preços populares além de aulas e palestras de chefs renomados

Taste of São Paulo: está rolando a segunda edição do evento gastronômico que mais gosto em São Paulo – o Taste of São Paulo. A edição de 2016 estava fresca na minha cabeça, pois no ano passado fiz aulas, degustações e experimentei comidas fantásticas em ótima companhia. Neste ano, participei do Taste logo na quinta para poder contar a tempo para vocês, que ainda podem participar neste final de semana. O festival rola tanto no horário do almoço como no jantar e para cada período é um ingresso independente. Além da entrada, é possível comprar kits do evento, ou aulas de gastronomia oferecidas por chefs renomados, no melhor estilo Master Chef pois cada participante/par tem a sua bancada para preparar receitas com o acompanhamento do chef que vai acompanhando o processo para que você saia dali sabendo fazer um prato saboroso, e simples, pois não costumam exigir muito. Já não existem aulas a venda, mas saiba que se você chegar no início do horário do evento, é possível correr no stand aonde rolam as aulas e colocar o seu nome para as aulas gratuitas. Destaco a aula gratuita deste domingo à tarde, com o chef Caio Ottoboni do Oui, que ensinará a receita do seu fabuloso steak tartar. Para ter mais informações sobre as aulas, ingressos, agenda, entra no site do evento que está tudo lá bem explicadinho. Bem, mas deixa eu contar um pouco sobre o que rolou nesta quinta. Havíamos comprado a aula com o chef Paulo Barros do ótimo restaurante Moma, aonde estive, inclusive, no mês passado. Chegamos meio em cima da hora e aproveitamos a comodidade do estacionamento do evento! Cozinhamos juntos a sua receita de nhoque de pão com molho de manteiga e sálvia. Uma receita fácil de se fazer, porém muito saborosa e com ingredientes baratos. Adorei! E ainda ganhamos o jantar, pois raspamos o prato preparado sob a tutela do chef. Depois da aula, demos uma volta pelos diversos stands dos 20 bares e restaurantes presentes por ali, com destaque para o Mocotó aonde comemos os famosos dadinhos de tapioca do chef Rodrigo Oliveira, A Casa do Porco aonde pudemos lamber os dedos com a receita do Porco a San Zé, o Fasano onde compramos um elegante tiramisu, e o Veloso, que servia ótimos drinks. Claro que ficamos com vontade de comer outros pratos, como as ótimas carnes servidas no NB Steak, ou o delicioso croquete de carne do Açougue Central, e assim vai, mas não dava para comer tudo. Você terá de fazer algumas escolhas. Ainda tivemos tempo para participar de uma degustação de vinhos gratuita promovido na Adega Taste, aonde saboreamos e aprendemos um pouco mais sobre os vinhos italianos Barolo e Barbaresco. No finalzinho, participamos de uma promoção da Phebo, que te dá uma sacola toda descolada caso você acerte os temperos que ficam dentro de latinhas que não te permitem ver o que está dentro. Resultado, saímos com 2 brindes, e com vontade de voltar ao evento, o que irá rolar ainda neste sábado, quando voltaremos por aqui, mas agora na companhia de outros amigos, pois o evento é super indicado para turmas maiores.

Avaliação geral: 9,0/ Comida e Bebida: 9,0/ Atividades: 9,0/ Estrutura: 9,0

Fundação Ema Klabin: exposição mais interessante de SP segue intocada e desconhecida pelo paulistano

Fundação Ema Klabin: melhor e mais divertida exposição da cidade empolga amantes das artes e é exemplo a ser seguido por outros museus do país

Algumas semanas atrás, ao deixar o carro estacionado nas ruas do Jardim Europa, me deparei com o Museu Casa Ema Klabin, que fica em frente ao MIS. Planejei visitar o mesmo neste domingo, e confesso, humildemente, que desconhecia a beleza e os encantos do museu mais interessante da cidade. Preciso, evidentemente, explicar o porquê de haver gostado tanto do museu, e as razões pelas quais eu desconhecia completamente a sua existência. Primeiro, é bom notar que até o ano passado, ele só abria caso ligassem para o mesmo e agendassem uma visita. Difícil, né? Mas já há alguns meses, o museu casa Ema Klabin fica aberto no período da tarde, sem que você precise ligar para eles com antecedência. O mais impressionante por aqui não são exatamente as obras expostas, que sim, são de muito valor e são muito interessantes, e nem tão pouco a tranquilidade do jardim desenhado por Burle Marx e do espaço onde a mansão se encontra, mas sim, a aula de história da arte e o aprendizado que tiramos da visita ao museu. Como visitei o mesmo no final de semana, fiquei isento de pagar a taxa de entrada, que, se não me engano, era algo como R$ 10. Tranquilo, né? Ao entrar no museu, vimos alguns guias dando explicações sobre as diferentes obras e espaços, e então, aprendemos, que os guias, na verdade, são educadores, formados por estudantes de História da Arte ou de Artes Plásticas de escolas prestigiadas da capital, que simplesmente emprestam seu tempo à instituição para aprender e ensinar sobre as obras ali expostas. Já viajei muito pelo Brasil e pelo mundo, mas nunca, e repito, nunca, tive um educador, como eles gostam de ser chamados aqui nesse museu, que me acompanhasse por mais de 1 hora, apontando e contando as histórias por detrás da aquisição e da exposição de cada obra de arte desta casa museu. E vejam o desafio! A casa apresenta centenas de obras adquiridas ao longo da vida de Ema Klabin, que remetem a diferentes períodos da história: grego, romano, renascentista, modernismo, entre outros, e diferentes geografias: Europa, Américas, Ásia e África. E os educadores conversam e discutem conosco não somente sobre a história por detrás da aquisição de cada peça, mas também sobre os diferentes aspectos e características de cada uma delas, desde o momento histórico que foram concebidas até os materiais empregados, e a sua composição nesta casa com obras diversas e magníficas. A disposição dos objetos de arte nesta casa, permanecem, na verdade, de maneira muito similar ao que se podia ver na época em que Ema vivia na casa. Muito legal, não? Na verdade, passamos quase 90 minutos falando sobre história da arte com alguém que tinha conhecimento e gosto por isso. Agora te pergunto. Em que museu deste mundo temos este tipo de oportunidade, e de graça? Eu desconheço, e é por este motivo, que considero a visita a este museu uma grande surpresa, e um must para qualquer paulistano ou turista que esteja passeando por nossas terras. Acabei não falando das obras que se encontram na casa. Bem, trata-se de pinturas, esculturas e objetos muito importantes, historicamente, seja pelo período e locais onde foram concebidos, seja pelos artistas que o conceberam, como é o caso de Marc Chagall, Lasar Segall, Brecheret, Tarsila do Amaral, entre tantos outros expostos neste aconchegante e imperdível museu.

MIS: ótima exposição sobre Steve Jobs fala da figura mais controversa e impactante deste século

MIS: Steve Jobs, o Visionário faz visitantes refletirem sobre inovação e criatividade e o tênue elo entre fracasso e sucesso em nosso tempo

Nesta semana, enfim, visitei a exposição sobre o Steve Jobs no MIS. Parei o carro na rua ao lado, na frente de um novo museu que será visitado em breve, a Fundação Ema Klabin. A exposição estava bem vazia, se comparada à mostra sobre o Silvio Santos do início do ano, ou à do Tim Burton do ano passado. Gostei da exposição, pois além de tratar de uma das personalidades mais marcantes dos últimos anos, traz reflexões importantes sobre criatividade e inovação. A exposição mostra um pouco da história do Steve Jobs a partir de fotos, filmes, objetos, reportagens, e produtos históricos dele ou de pessoas ligadas a ele ao longo de sua vida. Havia algumas peças interessantes na exposição, e uma delas que me chamou bastante a atenção foi um exemplar de um de seus maiores fracassos, o Apple I, avaliado em 1 milhão de dólares – e olha que é só uma placa com diversos circuitos, hein? O MIS costuma se esforçar para criar exposições lúdicas e interativas, o que também foi feito desta vez, porém, me parece que o tema era um pouco mais difícil de ser explorado do que o usual. Algo que me fez pensar muito foi o fato de que para cada grande sucesso do Jobs, ele teve um fracasso de igual ou maior tamanho, e era a busca incessante pela perfeição e a tentativa de proporcionar a todos os ganhos advindos das tecnologias presentes que fizeram de Steve Jobs o personagem que mais influenciou na mudança das nossas vidas nas últimas décadas. Foi ótimo ver também os trabalhos dele dos tempos de Pixar, que são absolutamente maravilhosos, como Toy Story e outras animações que vieram na sequência. Recomendo fortemente que passem uma horinha na exposição, pois criatividade chama e clama por mais criatividade, e nunca é demais para nós ganharmos uma inspiração para sermos mais inovadores, não é?

Museu Lasar Segall: exposição gratuita com obras de Picasso, Miró e Dalí expõem belo museu da cidade

Museu Lasar Segall: casa que abriga obras do artista Lasar Segall é uma destas joias raras a serem descobertas e curtidas em nossa cidade

Este domingo de sol foi daqueles dias cheios, sabe? No final da tarde, demos um pulo no Museu Lasar Segall que fica ao lado da estação de Metrô Santa Cruz. Fazia tempo que eu não frequentava a região pela qual tenho tanto carinho, e esta visita foi uma grata surpresa! Li sobre o espaço no querido Catraca Livre na semana passada, e então, por se tratar de uma exposição gratuita de grandes nomes da arte, resolvemos conferir. Ao chegar no museu, fiquei surpreso em saber que ele está completando 50 anos agora. Fiquei ainda mais surpreso por saber que existe uma exposição permanente no local, com pinturas, esculturas e gravuras de Lasar Segall, e também uma pequena sala de cinema com 90 lugares que exibe dois filmes pouco comerciais, mas escolhidos a dedo, em 2 sessões diárias, sendo uma as 17h e outra as 19h, à exceção das terças-feiras quando o museu está fechado. Não pudemos ficar para conferir os filmes, mas certamente o faremos nas próximas semanas. Primeiro visitamos a exposição pela qual fomos ao museu, chamada de Tesouros da Coleção Fundação Mapfre que exibe desenhos incríveis de artistas renomados como Matisse, Picasso, Miró, Dalí e Dominguez. Eram esboços, desenhos feitos nas costas de guardanapos, estudos que viriam a se tornar quadros mais a frente, que abrangem um período entre o final do século XIX e meados do século XX, em um momento em que o desenho assumiu duplo papel: o de ser um meio criativo para execução de outras obras e agora, um meio de arte independente, rico e suficiente em si mesmo. A exposição está interessante e fácil de se navegar, e o museu, quase vazio por ser desconhecido permite aos visitantes curtir cada obra com tempo e tranquilidade. Em menos de 1 horinha, já havíamos visto tudo por ali, quando então fomos conhecer um pouco da obra do Lasar Segall, esplêndida por sinal. Eram poucas as obras expostas, mas de uma força e significado, que nos deixaram com vontade de conhecer ainda mais sobre a história e as obras do famoso artista nascido na Lituânia e radicalizado no Brasil desde o final da 1ª guerra mundial.

MASP: maior exposição de Tolouse Lautrec no Brasil está de arrepiar no museu mais querido da cidade

MASP: exposição do francês Tolouse Lautrec escancara desvalorização da mulher e o lado cotidiano da vida boêmia parisiense da vidra do século XX com muita delicadeza

Adoro o MASP! Acho que devo dizer antes de mais nada. O museu, um dos símbolos da cidade, ergue-se imponente, na Avenida Paulista, que voltou a ser o centro das atenções da cidade, desde que começou a ser fechada aos domingos. Passear pela avenida, e curtir suas atividades e a vida cultural que ela oferece é uma das novas paixões e atividades dos paulistas. E o MASP caiu como uma luva para este novo momento da região, e a curadoria do museu não tem deixado por menos. Ótimas exposições têm tomado o espaço do museu, o que me faz recomendar a compra do passe anual do museu, para aqueles frequentadores mais assíduos de museus e exposições, pois o valor é bem razoável (R$ 160 por pessoa ou R$ 270 para a família, que pode ter até 4 membros). Chega disso! Estou aqui para falar da ótima e inquietante exposição do Tolouse Lautrec que acaba de ser inaugurada no museu. Inquietante por escancarar de forma tão delicada a desvalorização da mulher no final do século XIX, e por mostrar cenas e vivências dos prostíbulos e cabarés parisienses, sem qualquer vulgaridade. Ele só pode fazer isso por ser parte integrante daquele mundo, o que provavelmente, acabou por encurtar a vida deste pintor de família muito rica, que faleceu muito jovem. O artista pinta os burgueses, os boêmios, as dançarinas e atrizes que viviam na Paris boêmia do final do século XIX. Ele dedica atenção especial às mulheres – devo confessar que adoro esse lado do pintor 😉. Vejo um olhar crítico no pintor, que questiona o papel dado à mulher naquela sociedade, e que me parece muito contemporâneo, pois vivemos um momento de forte empoderamento da mulher. Muito me entristece que este empoderamento ainda não seja um fato consumado, haja vista o progresso colossal pelo qual passamos entre a época do artista e nossos dias atuais. Um exemplo eloquente disso é o fato de que todos retratos masculinos são dedicados a homens com nome e sobrenome. Por outro lado, não há alusão a nenhum nome das mulheres ali retratadas. Revelador, não? Além das cenas da vida noturna e em particular das mulheres que conviviam neste espaço, a exposição reúne diversos retratos masculinos e também traz documentos do autor, em especial, cartas, bilhetes e telegramas trocados com a sua família – sua mãe em particular, que bancou o artista por muitos anos – além de cartas endereçadas a amigos e familiares. Finalmente, a exposição mostra enormes cartazes criados pelo artista para promover as casas de espetáculo, que proliferavam na cidade, após o advento da luz elétrica, como o Moulin de La Galette ou o famoso Moulin Rouge, e as artistas destas casas, como a famosa dançarina Jane Avril. A exposição tem 75 obras, e muitas delas, com explicações precisas sobre a pintura e a história por detrás delas, o que eu adoro. Se você for curioso como eu, e quiser ler tudo tudo, deverá passar entre 60 e 90 minutos na exposição.

Dorotéia: Letícia Spiller está formidável em releitura da obra de Nelson Rodrigues no Tomie Ohtake

Dorotéia: atuações impecáveis e força do enredo da peça de Dorotéia escrita por Nelson Rodrigues impressionam público e crítica

Sexta foi noite de teatro. Fomos ver uma peça que há muito tempo queríamos assistir. Dorotéia! Ela segue em cartaz apenas até este domingo 02/07 – pode ir direto que ainda tem ingressos – no teatro Cetip, que fica no Instituto Tomie Ohtake. A peça conta com a presença das ótimas e ilustres Letícia Spiller e Rosamaria Murtinho nos papéis principais da releitura desta obra de Nelson Rodrigues. A peça é impactante e traz um tema completamente às avessas do que nosso tempo cultua e comemora. Letícia, no papel de Dorotéia, busca redenção e perdão por uma vida de luxúria e prostituição, e a reintegração à sua família, que só pode acontecer, caso ela concorde com a negação ao desejo sexual. Para isso, ela deve deixar de ser bela, afinal a beleza dos seus traços e de seu corpo escultural, fazem com que ela seja desejada pelos homens – fácil de visualizar, né? – e acabam por desviá-la do objetivo da abstinência sexual, que são o único caminho para que ela seja aceita de volta à sua família, que demoniza o prazer, e cultua a feiura. Um pouco doido, né? Vale a pena dar uma lida no enredo da peça antes de assisti-la, para que as passagens e a história fiquem mais claras e elucidativas. As atuações são verdadeiramente ótimas e a interação entre a platéia e os atores é ímpar, pois parte do público fica em volta do palco. Só vendo para entender! Outro destaque é a nudez da atriz, que fica despida por 15 minutos, com uma segurança e atuação exemplares, já que não deve ser fácil se expor desta maneira para uma multidão sentada a poucos metros de distância. Isso faz com que a exposição dos atores seja enorme, e desta forma conferem uma intensidade marcante à peça. Chega, né? Pra saber mais, dá um pulo por lá e confira. Vale a pena!